Mensagem de Natal 2013

Mensagem de Natal 2013

Caros amig@s, familiares e demais conhecidos,

Um pouco diferente do costume, já que esta mensagem costuma estar redigida antes da véspera de Natal, não foi por esquecimento, mas sim por outras tarefas e andanças que ainda não tinha redigido esta que é a sexta mensagem deste tipo.

Como todos sabem, este foi um ano de dificuldades acrescidas, principalmente a nível económico, tendo em conta o actual estado do país. Apesar disso, dou graças a Deus pois, felizmente, não passei qualquer tipo de privações. No entanto existirão pessoas, quem sabe algumas bem próximas, que não tiveram a mesma sorte.

Mas, como dizia a canção dos Rio Grande, “falemos de coisas bem melhores”! Nesta fase do ano, opto por fazer um balanço de tudo aquilo que foi o ano transacto e também começo a pensar quais os projectos que irei continuar, quais aqueles que vou abraçar e quais irei deixar de participar, de forma consciente.

Confesso-vos que foi um ano muito irregular, com inúmeras nuances, tanto extremamente positivas, como por oposição, bastante negativas. Foram algumas as lições de vida que retirei, outras que consegui transmitir. Foram alguns os sentimentos de injustiça e de impotência, mas também existiram momentos em que o amor e o perdão falaram mais alto descobrindo-se alguma Paz.

Houve, apesar disto, um esforço maior para me aproximar d’Aquele em que acredito, d’Aquele que nos escuta e nos conhece o coração, o nosso íntimo – embora, até aqui, tenham existido momentos de turbulência, de pouca fé, de desconfiança, de afastamento.

É com estas turbulências, com estas quedas, com estas feridas e marcas, que somos convidados a viver o Advento, tempo de preparação para vinda de Cristo Jesus. Vais deixá-Lo entrar no teu coração? O que fizeste tu para O acolher? Estás disposto(a) a que Ele comece a fazer parte da tua vida e a conduzir-te? Acreditas n’Ele? Tens Fé?

Estas são apenas algumas questões de muito difícil resposta, mas que certamente têm o poder de nos fazer (re)pensar a nossa vida, na multiplicidade de dimensões que a constituem.

Por outro lado, em conversa com um amigo, discutíamos a hipocrisia que, de alguma forma, caracteriza esta época natalícia, em que movidos por diversos interesses, somos quase que forçados a dirigir os nossos votos de boas festas, apenas porque assim mandam as regras, esquecendo-nos, em seguida, que existem mais dias no ano. De facto, existe alguma razão neste pensamento, sendo este um possível verso da moeda.

Apesar disto, creio que independentemente de ser uma realidade para muitos, os valores do amor, da caridade, do perdão, do interesse e preocupação fraternos, do verdadeiro sentido do Natal – o nascimento de Cristo Jesus – é capaz de suplantar esta falsidade, este interesse pútrido no irmão a quem desejamos “Boas Natal!”.

É este nascimento, em que Ele se torna Homem no meio de nós, fazendo-se pequeno, mas sempre justo, coerente, íntegro, com uma capacidade de amar e perdoar o próximo, que Jesus veio mudar o mundo, contribuindo para que se tornasse um pouco melhor, com todo um conjunto de valores que devem orientar as nossas vidas passageiras.

Neste – e nos outros natais – somos convidados a receber e acolher este Cristo, pedindo-Lhe que ilumine as nossas vidas, que nos permita ser como Ele, sabendo que na nossa pequenez, na nossa humilhação, nos tornaremos verdadeiramente grandes, nos nossos corações, pois só um coração que ama e sabe perdoar, poderá atingir a Paz e Felicidade Eternas.

Saibamos estar mais atentos aos que nos rodeiam, mas também a nós mesmos; saibamos silenciar o nosso íntimo, para nos podermos escutar e conhecer melhor, não só nesta época festiva, mas também durante todo o ano; saibamos confiar uns nos outros, com a intenção de nos conhecermos, de convivermos, de sermos verdadeiramente irmãos.

Assim, em meu nome, desejo a todos os familiares, amigos, (des)conhecidos e professores um Santo Natal, na presença de todos aqueles que continuam, fisicamente, connosco, relembrando aqueles que já olham por nós, tal como Ele o faz. Que o (re)nascimento de Jesus torne os nossos corações empedernidos em corações de carne, atentos, vigilantes, capazes de dar testemunho e confiantes que Ele vêm para nos salvar, para nos ajudar e acompanhar todos os dias na nossa vida, sabendo que o tempo d’Ele é diferente do nosso. Que, pelo simples facto de nem sempre sabermos aceitar esse Seu tempo, Ele nos dê a força de, renovados e fortalecidos na Fé, compreendermos os Seus desígnios, sabendo entregar-Lhe e dar-Lhe graças pelos nossos sorrisos, mas também pelas nossas lágrimas.

Por fim, permitam-me que vos enderece votos de um Próspero ano de 2014, sinónimo de mudanças, novos desafios, mas também de responsabilidades que transitam deste ano que está perto do fim. Que, conscientes dos múltiplos ciclos da vida, saibamos ver os sinais e setas amarelas, sabendo lutar por aquilo em que acreditamos, conhecedores das nossas limitações e transformando-as em valências, porque em muitas situações, mesmo quando estamos a perder, saímos a ganhar.

 

Do vosso,

Saul Vitorino

 

Data de Escrita: 24/12/2013

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