Parabéns, Mariana Vitorino

Parabéns, Mariana Vitorino

Regra geral, são vários os motivos que nos podem induzir a escrever, são várias as emoções anexas, são vários os pensamentos que querem ter voz…

Hoje escrevo para (e por) uma das mulheres da minha vida – mesmo que ela não tenha noção disso, talvez porque não lho diga com frequência -, hoje escrevo para a única pessoa da família directa (se me permitem a expressão) que ainda não tinha tido, até à data, qualquer tipo de dedicatória… Hoje escrevo para a minha irmã, Mariana Vitorino.

Durante a madrugada, enquanto dava voltas na cama, por causa do calor, recordei o dia em que nasceste…Recordei, particularmente, o facto de estar em casa da avó Luz e o pai ter chegado de carro. Buzinou e nós viemos cá para fora (eu, a avó e a tia Piedade) e o pai disse: “Já nasceu!” Ao chegarmos ao hospital, recordo-me que foi com imenso cuidado que te peguei ao colo e, embora na altura tenha sido muito importante, apenas hoje, passados 14 anos, tenho plena noção do significado daquele gesto tão singelo, mas mágico e avassalador.

A “Nicró” foi crescendo e crescendo e, verdade seja dita, não só em tamanho, mas também em astúcia, inteligência (que a tem em maior quantidade que qualquer elemento lá em casa – também me incluo neste lote), capacidade de compreender o que a rodeia, em teimosia (não fosse ela da família Vitorino), mas sobretudo numa enorme habilidade de não só perceber a importância da Fé, como também de amar e de se preocupar com o próximo.

A nossa relação nem sempre foi fácil (penso que todos os que têm irmãos terão algo a dizer sobre esta matéria), porém, nos momentos verdadeiramente importantes, soubemos estar lá um para o outro (creio eu) e sempre soubeste surpreender-me quando menos esperava, especialmente nos escuteiros – recordo o dia das minhas partidas, em que me entregaste um bilhete com uma dedicatória; recordo o texto que tens neste mesmo blog, o da “pequena sacana”…

Mariana, o mano nem sempre te deu a atenção que merecias e exigias, nem sempre te instalou os jogos no computador, nem sempre teve paciência para ti ou para as tuas acções, nem sempre foi capaz de te abraçar quando precisavas, muito por culpa própria, porque a vida fora de casa (e mesmo dentro desta) foi exigindo cada vez mais de mim – peço-te que aproveites, ao máximo, os anos de vida em que as grandes preocupações são os testes ou estudar; peço-te que aproveites as oportunidades que surgem a cada amanhecer e peço-te que não tenhas medo de crescer, mantendo a criança amiga, verdadeira, sincera e capaz que sei que és.

Certamente te aperceberás que, muitas das vezes, erramos na vida, falhamos e tropeçamos, mas quero-te dizer que estou ao teu lado, mesmo que apenas de forma espiritual; quero-te dizer que estou à distância de uma chamada de telemóvel, skype, whatsapp, facebook – irra, tanta maneira de estarmos perto e, por vezes, nem assim!; quero-te dizer que tenho um imenso orgulho em ti, nas tuas capacidades, na forma como manifestas a tua Fé – caramba…tivesse eu a tua capacidade quando tinha a tua idade…tivesse eu compreendido a importância de Deus e de Jesus na minha vida – e que tão feliz me deixa;

Mariana, eu gosto muito de ti – tanto quanto um irmão pode gostar; Mariana, eu amo-te com todo o meu coração – tanto quanto um irmão pode amar; Mariana, eu preciso de ti na minha vida – tanto quanto um irmão pode precisar…

Mariana, quero pedir-te desculpa por não estar aí contigo para te cantar os parabéns e para te dar um abraço apertado, quero-te pedir desculpa por não te dar nenhuma prenda (hoje, pelo menos), quero-te dizer que estou com saudades tuas e da tua companhia, na sala, a jogar Playstation e a levar, de vez em quando, “valentes coças” no Fifa (sim, admito, a minha irmã de 14 anos joga muito melhor do que eu).

Para terminar, agradeço a Deus, nosso Pai, pela enorme graça que concedeu à nossa família – o teu nascimento e vida; agradeço aos nossos pais por terem escutado a voz que lhes dizia: “Jovens, se calhar já ouviam o vosso filho e tentavam dar-lhe um irmão (que acabou por ser irmã, felizmente)!” e agradeço-te a tua presença na minha vida, a tua amizade, a tua boa disposição e parvoíce (sim, porque há que ter boa disposição de espírito, não é?)

Obrigado, Mariana, por seres minha irmã!

Muitos parabéns e que Deus te conceda todas as bênçãos que precises não só durante “os 14”, mas durante toda a tua vida, porque anjos da guarda e estrelas no céu a olhar por nós, já temos algumas…

Beijinhos do mano,
Saul Vitorino

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