Parabéns, pai

Deixo aqui o texto que dedico ao Super-Herói da família, o meu pai, José Vitorino.

Hoje é a minha vez de te dirigir algumas palavras de carinho e apreço, publicamente, através deste meu breve texto.

Antes de mais importa dizer que é com bastante tristeza que, este ano, me sirvo do computador para te desejar os parabéns, em virtude de estar a trabalhar mas, por outro lado é bom saber que, não és só tu que cresces – neste caso, envelheces -, mas que eu também cresço, tanto ao nível pessoal, como profissional.

Não importa falar sobre o passado porque já o fiz noutras ocasiões. Importa, sim, falar no presente e pensar o futuro, sendo que tenho a certeza que há Alguém que nos reservou excelentes momentos para vivermos e partilharmos, seja a nível familiar ou a nível escutista; importa, sim, reconhecer a excelente forma como me educaste e contribuíste para que me tornasse um bom rapaz; importa, sim, reconhecer que, embora existam dois – o do céu e tu – tenho muito orgulho em ser teu filho; importa, sim, reconhecer que foram poucas as vezes em que te vi chorar, mas todas elas revelaram toda a tua grande humanidade – porque “um homem também chora quando assim tem de ser”.

Há uma passagem bíblica que me ocorre, neste momento, que reflecte a nossa relação e é uma verdadeira licção de vida – entre tantas outras que podemos encontrar na Bíblia:

“Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação; 2. humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, 3. sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça. 4. Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. 5. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação. 6. Põe tua confiança em Deus e ele te salvará; orienta bem o teu caminho e espera nele. Conserva o temor dele até na velhice.” Eclesiástico 2,1-6

De facto, pouco mais posso acrescentar, a não ser que te amo verdadeiramente, como um filho pode amar o pai e sei que o sentimento é recíproco. Obrigado pela tua presença e apoio incondicional na minha vida, obrigado pela amizade fraterna e verdadeira e obrigado por contribuíres, diariamente, para “a felicidade do outro” e, neste caso, para a minha.

Os meus desejos, neste dia, são dois: O primeiro é que saíbamos prevalecer e permanecer nos caminhos da vida, como família e em família, confiando em Deus e nos seus desígnios, mesmo que não os compreendamos; o segundo é dizer-te: Parabéns, pai, por mais este ano de vida, que os números não te atrapalhem a jovialidade de espírito, e que Deus te fortaleça e abençoe durante todos os dias da tua vida,

Do filho,
Saul Vitorino

Promessas dos Diogos

Promessas dos Diogos

Foi, na noite de ontem, que um grupo de amigos se reuniu, por forma a vigiar, a partilhar, a orar…

A importância de Cristo, na vida destes dois amigos, com os quais tive a sorte de poder partilhar muitos momentos, é como que bússola que norteia o seu próprio caminho – ele que disse “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14, 6)

De forma muito própria, ambos souberam dar o seu “sim”, como todos testemunhámos.

Permitam-me que retrate, de forma breve, alguns dos momentos mais especiais que passei com estes dois irmãos.

Começo com o rapaz com o qual disputei um dos concursos mais épicos, na história do Agrupamento – num Acantonamento de Natal, realizado em Ferreira-a-Nova. Outro momento, que recordo com igual saudade, foi a noite em que completei 100 noites de campo – estávamos sentados nas escadas, sob um céu estrelado, conversando sobre aquele marco, como também sobre algumas opções e ambições que tínhamos, para o próximo ano.

Por fim, e fazendo a ponte para uma actividade que nos liga a todos – o Roverway 2009 – recordo os momentos que passámos naquele país fantástico, nomeadamente o da cabeça rachada, no chão da piscina; a subida ao monte que tinha um nome terminado em “Ik” e o episódio do carro de Polícia.

No caso do Diogo, relembro algumas desavenças e peripécias, a saber: a perda de um lenço, numa jangada; algumas músicas que escrevemos para determinadas actividades e inúmeras mensagens e vivências que tive a honra de conseguir escutar. Um dos momentos – que acaba por ser um conjunto de momentos – foram os anos que passámos como caminheiros do 1215 Tavarede.

Indubitavelmente, aprendi licções de vida, com utilidade, dentro e fora dos escuteiros, conselhos quem, dou graças a Deus, ter estado no local certo, à hora certa.

Sabem, este vosso compromisso é sinal da vossa disponibilidade, da vossa vontade em servir e educar.

Espero que Cristo vos acompanhe, assim como espero continuar a aprender convosco. Certamente, “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos” e os sinais estão á vista, de quem os quer ver.

Desejo-vos muita sorte, nesta nova etapa. Que sejam capazes de transmitir a todos, os vossos ideais, os princípios e leis do escuta, a forma coerente e correcta de agir, nesta nossa sociedade.

Como dizia S. Paulo “ai de mim, se não evangelizar” (1 Cor 9) e Paulo VI “homens, sede homens”! Jamais desistam e lutem pêlos jovens deste Agrupamento.

Canhota amiga…

 

Autoria: Saul Vitorio

Data de Escrita: 02/02/2013

Finalmente, de volta…

Boas noites,

Para os que pensavam que o blog estava desactivado, tenho novidades.

Após longa paragem, estou de volta  ao activo com uma mensagem de Natal.

Esta não passa de uma pequena relfexão pessoal, alusiva ao Natal, que costumo escrever todos os anos, e este, não foi excepção.

Só espero vir aqui com maior regularidade.

Seguidamente, o texto em questão:

“Mensagem de Natal 2009:”

É certo que já lá vão os dias em que escrevia regularmente. Foi preciso um fim-de-semana de emoções fortes, na presença de um bom grupo de amigos, para que voltasse a ser possível. Mais do que isso, algo extremamente importante possibilitou que esta minha cabeça, meio atrapalhada por sinal, começasse de novo a trabalhar. Falo, claro está, de mais um Natal que está a chegar.

Provavelmente não se aperceberam do intencional “trocadilho”, isto é, deve ler-se: “estamos a aproximarmo-nos do Natal” e não, “o Natal que está a chegar”. Confesso que eu mesmo cometi esse erro. Felizmente, em reunião preparatória para o crisma, o pároco local explicou-me a diferença. Do que me recordo das suas palavras “O Natal é feito de pessoas, para pessoas e com as pessoas e não de, com e para os objectos. Nós estamos a caminhar para o Natal e não o contrário”.

O que o Padre Matos queria dizer é que nós somos, e construímos, o nosso Natal. Afinal, todos os anos repetimos um vasto conjunto de rituais, desde a montagem do presépio, ornamentação da árvore de Natal, a compra de presentes…

É precisamente à compra de presentes que queria chegar. Infelizmente, apesar de inúmeras tentativas para o contrariar, ainda existem pessoas com enorme escassez de bens essenciais, como comida, agasalhos, saneamento básico. Sim, tudo isto é real, tudo isto faz parte das nossas vidas…e o que fazemos? Quase todos nós nos esquecemos disto, quase todos nós, em tremenda azáfama diária, fechamos os olhos a esse mundo real, a esse mundo que deturpámos, a esse mundo escuro, que ao invés de colorirmos, pintámos de negro e de alguns tons acinzentados.

Muitos dizem que a vida é injusta…eu acredito! Mas cabe-nos contrariar essa realidade, cabe-nos tornar esta nossa sociedade mais rica e não mais pobre, como se encontra actualmente. E não são precisos grandes feitos, mas sim feitos à nossa altura…Pequenos contributos, que podem parecer insignificantes mas que acabam por ter um significado e utilidade enormes.

É certo que é mais fácil falar, e é tão fácil falar… Mas o que importa é “o agir”! Mais uma vez “o agir” é fundamental. Apenas vos deixo esse “Alerta!”, apenas partilho convosco esta minha indignação, com a qual vivo e não sei lidar. Porque, apesar de ignorarmos esta realidade, penso que só o fazemos até um certo ponto, pois chegamos a uma altura em que as atrocidades são demasiado grandes, em que o mundo está demasiado decadente, em que a maldade se sobrepõe à bondade…

É aí que pessoas, mais ou menos conscientes, tentam agir. Felizmente ainda existem coisas boas no mundo. O Natal é uma delas! A comemoração do nascimento de Jesus Cristo torna-se parte fundamental da vida de cada cristão.

Por vezes, torna-se difícil ser um bom católico, um bom cristão. Seja por preguiça, seja por indisposição. No entanto, ELE está aqui a olhar por nós, a demonstrar uma paciência enorme, a apoiar-nos, a aceitar todos os nossos erros, na esperança de que não os tornemos a fazer.

Gostaria que neste Natal, todos vós relembrassem os que já partiram da vossa família, aqueles com quem estão de costas voltadas, aqueles que amam, aqueles que estão presentes nos vossos corações, aqueles a quem podem, e tem orgulho de chamar de amigo, irmão. Peço-vos que pensem neles agora, que façamos um breve silêncio para lembrarmos todos eles, na certeza de que escapa sempre algum, não por mal, não por bem, mas porque somos humanos, não somos deuses…

Pensem agora no menino que vai nascer, mesmo que simbolicamente…tentem sentir a brisa que paira no ar, que vem de dentro dos nossos corações e que contagia todos os que estão à nossa volta. Sim, isso é a alegria, a felicidade, o amor, a paz, que querem de novo envolver-nos, na esperança de que um dia melhor virá, que podemos sempre recomeçar…

Com isto lembrem-se que não há qualquer motivo para não perdoar, não há que ter medo de pedir perdão, de escrever, não há que ter medo de chorar, de pedir um beijo, de abraçar quem está ao vosso lado, de lembrar quem partiu, de lembrar que está, de nos sentirmos bem connosco e com os que nos rodeiam.

Após esta pequena reflexão quero recordar que pode ter passado mais um ano de altos e baixos, ano de crise, ano de doenças, de infortúnios mas de muitas alegrias. Que somos nós que criamos a nossas alegrias, e por vezes, as nossas tristezas. Esperemos que 2010 nos traga aquilo que 2009 não foi capaz de trazer, que 2010 traga aquilo porque não fomos suficientemente fortes para lutar, que traga as preocupações necessárias, mas só as necessárias…

Em meu nome venho então desejar a todos vós (amigos, familiares, professores, conhecidos) um santo e feliz natal, na presença de todos aqueles que vos são especiais. Aproveito também para desejar votos de um próspero ano novo. Que as doze “passas” se transfigurem em 12 bons momentos, não só do novo ano, mas também de toda a vossa vida. Espero do fundo do coração que não se esqueçam das vossas origens, de quem foram, mas acima de tudo, de quem são e de como o são.

Autoria: Saul Vitorino

Data de Escrita: 17/12/2009

“Uma amizade”

Uma amizade…essas que teimam em crescer tão depressa!

Algo especial…algo que se criou…algo que pode acabar…algo que QUEREMOS…FORTALECER…APROVEITAR…RESPEITAR…VIVER…

Criemos amigos, sejamos amigos…pensemos neles, estejamos com eles…Saibamos estar, para os podermos amar…

Não hoje…não amanha…mas…

PARA SEMPRE!

Autoria: Saul Vitorino

Data de Escrita: 21/01/2009

“Aviso à Navegação”

Aqui me encontro, para deixar, várias mensagens, umas minhas, outras de alguém, conforme o meu estado de espírito ao longo deste período e de toda uma vida.

A título informativo e de aviso, estas mensagens não conterão qualquer estrutura concreta mas várias estruturas abstractas facilmente identificáveis através de um sistema de pontuação diferente do correcto e normal.

Informo igualmente que alguns textos poderão conter linguagem inapropriada, contudo não devem ser entendidos de modo a que ofendam o leitor, mas como simples adjectivos ou adereços que forneçam algum ritmo ao próprio texto.

Desde já agradeço a vossa compreensão,

Saul Vitorino